Pais …. Quem vos disse que era fácil?

Ser pai ou ser mãe, coloca-nos desafios perante a complexidade de um amor que cresce incondicionalmente, onde as birras, os medos, os choros, e tantos outros momentos, se neutralizam e nada abala o desejo de acompanhar, de educar e, de amar.

​As crianças crescem na transição do mundo da fantasia para o mundo da realidade.

Ao entrarem no Jardim de Infância, descobrem novas regras e novas respostas ditas por outros adultos, até então estranhos.

​As novas exigências sociais impostas, podem conduzir a reações inesperadas, como: birras, choros, mentiras e até comportamentos agressivos.

​Importa compreender que nesta fase de desenvolvimento, a criança ainda não possui uma linguagem de “significados” para expressar a estranheza da nova realidade, isto é, não possui ferramentas cognitivas e emocionais para entender as regras que surgem do mundo real.

Estes pequenos seres passam a “querer” numa intensidade elevada: querem que se faça o que desejam, querem chamar a atenção, querem impor a sua vontade, querem mexer no perigo, querem Tudo e não querem Nada.

​Proteção, carinho e segurança, querem ser independentes, autónomos fazendo prevalecer as suas vontades, testando os limites, parecendo questionar a entrega e o amor dos pais.

​Surgem, assim, as primeiras dúvidas de quem (até agora) soube sempre educar e os primeiros desencontros de uma educação restrita aos personagens principais.

Neste novo desafio, proponho uma educação pautada pela sensibilidade, emoção e atenção, que promova comportamentos sociais positivos, que ensina a resiliência, que trabalha a frustração e promova a autoestima…

Que esta realidade tranquilize todos os pais que se sentem confusos, sozinhos à procura de respostas para as dúvidas da sua competência parental.

​No labirinto da educação, corremos à procura de respostas, e no limite do vazio perdemos a razão.

​Desgasta-se a família, quebram-se relações, apontamos o dedo, apaziguando o nosso sentir, ou justificando as dificuldades apenas assentes na genética: – “Eu também era assim”.

Contudo, educação requer três princípios, que se resumem a um entendimento biopsicossocial.

​A sociedade mudou, a tecnologia impulsionou rapidamente a globalização, dos valores e da concessão de família ficaram apenas princípios que necessitaram igualmente de se ajustar à realidade.

​A rotina engole os planos, o tempo demora a chegar, quando estamos parece que não estamos, porque o dia seguinte teima em chegar e ainda há tanto para fazer.

​E quando a criança adormece, fica apenas a consciência do que gostaria de se ter feito.

​​Chegou então o momento de vos tranquilizar! Ser mãe ou ser pai é difícil, porque a criança está em constante desenvolvimento, porque as suas necessidades alteram-se mês após mês, porque o ambiente estimula… e porque quando tudo parece estar tranquilo, eis que surge um novo desafio.

​​Agora é tempo de refletir:

​ “O grande desafio para os pais do Seculo XXI, não é apenas a preocupação com uma infância feliz. Hoje é necessário educar para o futuro, com bases sociais, cognitivas e emocionais sólidas. Que as “nossas” crianças sejam adultos saudáveis (mentalmente e fisicamente) e, que no final sejamos pais felizes pelo desempenho do maior compromisso que um dia desejámos.”.

Na Mental Skills encontra uma equipa disponível para acompanhar, aconselhar e ajudar a vencer os seus desafios.

 

Maria José Rocha

Psicóloga da Educação

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